terça-feira, maio 17, 2022

Gantz conta a história de Kei Kurono, um jovem melancólico no ensino médio que mora sozinho em Tóquio e que um dia morre nos trilhos do metrô. 

Porém, é depois de morto sua história começa. Na verdade, ele é transportado para um apartamento na cidade onde estão outras pessoas (recentemente mortas) e no centro existe uma estranha esfera negra.

O objeto misterioso se abre revelando armas não convencionais e depois informa aos membros do quarto que eles devem matar criaturas bizarras em troca de pontos. 

Esses pontos, por sua vez, poderão ser acumulados e quando chegarem a ‘100’, então aquele que os detém poderá usá-los para conseguir 1 – A liberdade, 2 – Uma arma de poder extremo ou 3- Ressuscitar um amigo morto em batalha.

Por que Gantz é tão bom?

Vejo Gantz como um eterno ciclo compacto da jornada do herói, por isso a obra é tão boa. Depois da morte de Kei Kurono e da primeira missão para a esfera negra, o protagonista é liberado e pode ir para casa. Dessa forma, ele retorna mais experiente e com prêmios do outro mundo para lidar com os problemas da vida real.

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Eventualmente, porém, ele é chamado de volta para uma outra missão com os companheiros que não morreram (pela segunda vez) e novos que morreram (pela primeira vez, fora da missão da esfera). 

Ou seja, a cada novo chamado à aventura, há um novo ciclo compacto de aprendizagem, convivência e, depois, um retorno para casa com Kei mais poderoso.

Para mim, portanto, o grande prazer da série é ver como Kurono se desenvolve tanto em poder, quanto como pessoa nas aventuras assassinas e, depois, como ele usa esses aprendizados na vida convencional, aquela vida com a qual podemos nos relacionar.

No começo da série, por exemplo, o protagonista é um jovem beirando a depressão, sem confiança e que odeia a todos porque odeia a si mesmo. Ao longo do tempo, ele se descobre um líder natural, um guerreiro incrível e alguém que pode ser amado e inspirar os outros. Desenvolve a sua empatia e se torna um verdadeiro herói.

Gantz

Direitos na Sony Pictures

A Sony Pictures comprou os direitos de Gantz do seu criador Hiroya Oku, dessa forma não haverá a possibilidade do artista fazer novos episódios de animes ou filmes live-actions (já existem longas japoneses). A boa notícia é que o estúdio já alocou o diretor Julius Avery (Operação Overlord) no projeto, mas ainda não há data de lançamento.

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Hiroya Oku, contudo, se arrependeu recentemente de ter vendido os direitos da obra ao mercado ocidental. A Sony excluiu o criador da produção no ocidente e deixou a ele somente o direito de lançar novos mangás.

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