terça-feira, maio 17, 2022

Hoje o Pix completa um ano de implementação e com ele o Banco Central libera nova funcionalidade de devolução para casos suspeitos de fraude ou falhas operacionais.

A função, chamada de Mecanismo Especial de Devolução, estará habilitada e deverá ser solicitada pela própria instituição financeira do portador da conta prejudicada. O mecanismo pode ser acionado pela própria vítima ou pelo banco da pessoa que realizou a transferência.

O BC já havia dado sinais em junho deste ano que o mecanismo seria implementado.

Antes os bancos precisavam estabelecer procedimentos operacionais bilaterais para devolver o dinheiro dos prejudicados. Com a mudança esse processo será coordenado diretamente pelo Banco Central.

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Outras novidades

Outras funcionalidades para o Pix serão implementadas ainda esse ano. A partir do dia 29 de novembro, a plataforma terá opções de saque e troco, que permitirá o saque de dinheiro em espécie e troco em estabelecimentos comerciais e outros locais públicos.

Na modalidade de saque, o usuário irá apontar a câmera do celular para um código QR, fará um Pix para o estabelecimento e o dinheiro sairá na boca de um caixa eletrônico.

O Pix troco permite o saque durante o pagamento de uma compra. O cliente receberá a diferença do valor de um Pix e uma compra em valor em espécie.

Ampliação do Pix

O BC também pretende ampliar a ferramenta a ponto de tirar o papel da instituição financeira entre as transações.

Com o desenvolvimento de tecnologia open banking, a ideia é que a troca de informações entre cliente e empresas ocorra diretamente sem o intermédio dos bancos.

O usuário apenas irá clicar em um link e autenticará a transação por meio de uma senha ou biometria.

A proposta é que a funcionalidade esteja disponível para sites de compra, redes sociais e aplicativos de entrega.

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Uso do Pix

Segundo dados mais recentes do BC, o Pix já possui mais de 348,1 milhões de chaves cadastradas e movimenta cerca de R$ 502 bilhões por mês. Cerca de 75% dessas transações são feitas por pessoas físicas.

Em um ano de funcionamento, o uso da ferramenta tem obtido boa aderência, principalmente pelos mais jovens.

E os sequestros?

Em decorrência do aumento do número de sequestros relâmpago e de fraudes com o Pix, o BC criou regras de limite de transferência entre horários de pico de ocorrência de crimes financeiros. Medidas adicionais de segurança, como o bloqueio por até 72 horas do recebimento de recursos por pessoas físicas suspeitas de fraude, também foram implementadas.

Lembramos que, além dos sequestros, outras falhas de segurança também tem potencial de prejudicar o uso da ferramenta. Em setembro desse ano, uma brecha de segurança no Banco Estadual do Sergipe permitiu o vazamento de dados pessoais de cerca de 395 mil chaves Pix.

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