sexta-feira, maio 20, 2022

Mark Zuckerberg anunciou na quinta-feira (28) da semana passada que o Facebook mudará de nome, se chamará Meta. A finalidade da mudança seria para se tornar mais condizente com o futuro da empresa, o Metaverso.

O Metaverso é um espaço que funde a realidade aumentada (VA) e a realidade virtual (VR) criando a simulação de uma realidade paralela que simula o mundo físico.

São inúmeras obras que já trataram sobre o tema como Jogador Número 1, Matrix, Serial Experiments Lain, Black Mirror e até Digimon (sim, os monstrinhos digitais vivem num Metaverso).

Por meio da arte, portanto, conhecemos relativamente bem o conceito. Mas, quais são os impactos mais sutis na economia que podem surgir com a popularização dessa tecnologia?

Crescimento da produção sem degradação ambiental

Toda economia cresce com o aumento do consumo que impulsiona o investimento. O raciocínio é simples, quanto mais pessoas estão comprando, mais as empresas investem e mais a roda da economia gira.

Sendo assim, uma das preocupações das economias é garantir que o consumo continue. Elas fazem isso criando produtos novos constantemente por meio de inovações tecnológicas ou incentivando a mudança das preferências.

O problema do incentivo de consumo em massa que é inerente ao capitalismo e a quantidade enorme de resíduos e lixo. O fast fashion, por exemplo, causa um dano enorme ao meio ambiente por causa do descarte constante de roupas que saíram de moda.

Se, com o Metaverso, as pessoas migrassem parte do consumo de roupas do mundo físico para o mundo virtual, teríamos o mesmo aumento de produção, com brutal diminuição da degradação ambiental. Esse raciocínio vale ainda para inúmeros outros mercados.

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Desemprego por causa do Metaverso

Uma das discussões mais presentes hoje é sobre a Inteligência Artificial e como ela pode acabar com os empregos globalmente. O Metaverso pode fazer o mesmo caso a demanda das pessoas migre do mundo real para o mundo virtual.

Isso porque para produzir um par de tênis no mundo físico é preciso que haja dezenas ou talvez centenas de pessoas envolvidas desde a viabilidade financeira, passando pelo projeto de design até a fabricação em si.

Por outro lado, para a produção de um novo item entre os ativos do jogo, bastam duas ou três pessoas para criar o modelo e, depois, fazer a modelagem em 3D. Essa dinâmica poderia facilmente se alastrar pela economia e causar destruição de negócios inteiros.

Metaverso

Resgate da Teoria do Valor

No começo dos estudos de economia, a ideia de que o preço era derivado da relação entre oferta e demanda não era popular. Os economistas buscavam um preço natural das mercadorias, o que eles chamavam de valor. Esse estudo era conhecido como teoria do valor.

Com o passar do tempo, a ciência econômica abandonou essa ideia de valor em favor da intersecção da oferta com a demanda que daria o preço. Essa premissa, portanto, diz que as mercadorias valem de acordo com a sua escassez em relação ao quanto elas são desejadas. Não existe nada de natural nas modernas teorias econômicas.

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No mundo digital do Metaverso

No mundo digital, contudo, essa premissa precisará ser revista. Isso porque uma vez feito um produto digital ele poderá ser reproduzido infinitas vezes, ou seja, não haverá mais escassez. Como, então, determinaremos o valor de um acessório ou um tênis no mundo virtual?

Uma solução para isso (e para o desemprego do item anterior) seria empregar pessoas dentro da realidade virtual. O problema disso é que essas pessoas estariam empregadas somente para satisfazer o sistema, não porque são necessárias.

Dito isso, quanto tempo duraria até que os empregados percebessem que não precisam dedicar horas e mais horas dos seus dias ao trabalho enfadonho? Não se revoltarão sabendo que são meras peças para que o sistema não desmorone?

Enfim, uma gama de questões filosóficas e de difícil resolução poderão surgir com o Metaverso…

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