quarta-feira, maio 18, 2022
JET internal vessel view.
Credito: Christopher Roux (CEA-IRFM)/EUROfusion (CC BY 4.0)

Um reator nuclear experimental chamado JET (Joint European Torus) quebrou o recorde de geração de energia por meio de fusão de átomos — o mesmo processo realizado pelo Sol.

O Projeto

Se os pesquisadores conseguirem controlar a fusão nuclear, essa será uma fonte praticamente inesgotável de energia limpa. Porém, até o momento, nenhum experimento conseguiu gerar mais energia do que é utilizada para gerá-la. O resultado obtido pelo JET ainda não mudou essa realizada, mas ele sugere que um outro experimento que utiliza características semelhantes ao projeto JET, o ambicioso ITER de 22 bilhões de dólares, poderá eventualmente conquistar essa façanha.

O projeto ITER tem previsão de começar os experimentos com fusão nuclear em 2025.

Tanto o JET quanto o ITER utilizam campos magnéticos para manter plasma confinado, uma espécie de gás de isótopos de hidrogênio superaquecidos, que sob pressão e calor o suficiente fundem-se em hélio liberando uma grande quantidade de energia em forma de neutrons.

Como Alimentar o Reator?

O combustível utilizado no JET é o mesmo que se planeja utilizar no ITER, uma mistura de trítio, um raro e radioativo isótopo de hidrogênio, com deutério, outro isótopo de hidrogênio encontrado na natureza nas profundezas dos oceanos.

O motivo da mistura ao invés de utilizarem simplesmente deutério ou trítio é a descoberta de que a fusão nuclear dos dois isótopos estáveis de hidrogênio produzem mais energia do que a fusão de um mesmo tipo de isótopo.

Perspectivas

Apesar dos avanços, as pesquisas com fusão nuclear ainda estão muito no início e não produzem resultados energéticos práticos para a vida comum. Somente o futuro dirá se esses investimentos irão retornar em avanços no campo energético.

doi: https://doi.org/10.1038/d41586-022-00391-1

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