domingo, maio 15, 2022

De acordo com pesquisa Game Brasil de 2021 (PGB), as mulheres representam 51,5% do público gamer nacional. Nesse sentido, o mercado tanto de jogos, quanto das outras indústrias estão se adaptando.

Na última semana, por exemplo, foi anunciado parceria entre a Microsoft e a Gucci para o lançamento de uma edição limitada do Xbox Series X. O bundle (itens vendidos em conjunto) contará com uma mala da grife além do console e de outros acessórios com design exclusivo.

Nesse mesmo sentido, a edição de 2021 da São Paulo Fashion Week (SPFW), que começa dia 16 de novembro, promoverá um desfile dedicado ao jogo Free Fire.

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“A moda busca a inovação, ela se arrisca e quer encontrar a narrativa da época, ela vai onde as pessoas estão. Se elas estão nos games, então a moda vai estar lá também”, afirmou Paulo Borges, diretor criativo da SPFW.

Segundo o diretor, essa união entre o metaverso dos games e o mundo físico já vinha ocorrendo. A pandemia, contudo, intensificou o processo ao obrigar as empresas a repensarem seus modelos de atuação.

“É uma transformação dos negócios. A pandemia acelerou isso, mas desde que as redes tomaram conta do mundo, uma cadeia de 50, 60 anos atrás foi interrompida e tudo ficou mais rápido, o sistema mudou”, explicou Borges.

Público Gamer mulheres

Preconceito entre o público gamer

Mas nem tudo são flores. Apesar de ser a maioria do público gamer, as mulheres ainda sofrem bastante preconceito. Em entrevista ao programa de Pedro Bial na Globo, streamers do público gamer afirmaram que mudavam seus nomes para não revelar a verdadeira identidade. Com efeito, essa prática é feita por 59% das mulheres que estão nos jogos.

“Querendo ou não, sofremos preconceito dentro do jogo, frases que acabam machucando”, disse Nahzinhaa, na ocasião.

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Um caso histórico é de Geguri, jogadora profissional da Overwatch League e que foi apontada em 2019 pela revista Time como uma “Next Generation Leader”. Ela foi acusada com comentários sexistas de usar cheats e aim hacks durante os jogos.

Para combater esse cenário de preconceitos, algumas delas se reuniram e formaram grupos a fim de auxiliá-las nesse universo. É o caso, por exemplo, do grupo Valkiquirias E-sports e do Sakuras Esports.

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